CHEF ALEXANDRE BAGGIO O frescor da gastronomia que respeita a natureza

CHEF ALEXANDRE BAGGIO

O frescor da gastronomia que respeita a natureza

 

Desde piá convivendo na cozinha

 

Ele tem uma relação afetiva com a gastronomia. Desde a infância teve convívio com a cozinha e os avós, de origem italiana, acompanhando caçadas e pescarias com o pai e avô. E, claro, as fartas e demoradas refeições em família. Dessas relações ficariam para sempre preservado o costume de valorizar os ingredientes locais, orgânicos e da época, principalmente. Segundo ele, isso já virou uma tendência – ter uma relação direta com o produtor, estimular o cultivo saudável, respeitando a sazonalidade. “Assim, a gente ganha em sabor, textura e diversidade”, resume.

 

O garoto cresceu e seguiu a vida, formando-se em hotelaria. “Fui direto para a área de Alimentos e Bebidas/Eventos, e há mais de 20 anos sempre estou em contato com a gastronomia e a cozinha”, diz. Baggio também se formou na Escola Italiana de Gastronomia-ICIF e estagiou com o mestre Alex Atala, no seu cultuado restaurante DOM, em São Paulo – escola fundamental para a valorização dos ingredientes brasileiros. Nas duas vezes que esteve na Itália, também reforçou a questão de ingredientes locais/regionais. Além disso, teve restaurantes na Bahia, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e trabalhou anos com confeitaria. Atualmente é professor do curso de Gastronomia da Unisinos. Também realiza consultorias e eventos. 

 

Relação com o Mercado Público

 

A valorização dos ingredientes sazonais é a tônica do seu trabalho há anos. Ou seja, os produtos da estação. Por isso mesmo tem uma relação direta com o Mercado Público, com o qual convive desde criança, quando ia com seu pai comprar peixes frescos “e tantos outros produtos, passando sempre para comer um sorvete com salada de frutas na Banca 40. “A gastronomia começa no campo, nas águas, matas e florestas, com coleta, extração e cultivo de alimentos, e estende-se aos mercados. Sempre que viajo para pesquisas, o primeiro local que visito são os mercados. O nosso Mercado Público ‘respira’ gastronomia. São aromas, cores, estabelecimentos, atendentes e fluxo de pessoas contagiantes”, diz. Para ele, o Mercado é o local ideal para se encontrar tudo para as festas tradicionais, com os seus produtos da época, como pinhão, milho, canjica, quentão, batata-doce e outros.

 

OS PRINCÍPIOS DOS ALIMENTOS SEGUIDOS POR BAGGIO:

BOM – é aquele que dá na época, os da estação

LIMPO – orgânico e produzido dentro do conceito sustentável

JUSTO – aquele que se pega direto do produtor, sem atravessador

 

Foto: Greice Campos

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