Centro Cultural CEEE Erico Verissimo

Centro Histórico, por Emílio Chagas

 

Um dos primeiros prédios em estilo eclético, com influência francesa, a ser construído na Rua da Praia, entre 1926 e 1928, o então prédio da Força & Luz, fazia parte dos novos ares da província em direção a sua cosmopolitização.

 A sua história, porém, começa na década anterior, quando também funcionava como o famoso Clube dos Caçadores, ponto de encontro obrigatório de políticos e intelectuais. Sua entrada, na época, era pela Rua Andrade Neves. Reza a lenda que por ser utilizado também como casa de jogos, era conhecido como “Palácio das Lágrimas”, devido ao choro dos apostadores que perdiam seu dinheiro. Histórias de uma incipiente metrópole que ensaiava os seus primeiros passos para ser tornar uma grande capital. O prédio, construído pelo engenheiro Adolfo Stern, só seria oficialmente inaugurado em 30 de abril de 1929 e tombado em 1994, pelo Instituto de Patri­mônio Histórico e Artístico do Estado do RS. Ao longo da sua existência passou por muitas reformas e intervenções, que na realidade, descaracterizaram o interior da obra. A partir da sua destinação como Centro Cultural, apenas o 5º e o 6º andares preservaram o traçado original, já que outras áreas se moldaram aos vários espaços culturais que compõe o centro. Detalhes como gradis de ferro nas sacadas em estilo art-noveaux e mármore de Carrara, que reveste as escadas e o saguão de entrada são considerados dos mais ricos e peculiares da construção.
Felizmente o prédio foi destinado à comunidade cultural. Integralmente patrocinado pela CEEE, através da Lei de Incentivo à Cultura, o projeto de reciclagem do prédio para este fim, custou R$ 4,4 milhões e durou dois anos de execução, tendo como responsável o arquiteto Flávio Kiefer. A obra proporciona acessibilidade universal aos usuários, possuindo quatro plataformas elevatórias e um elevador portátil, garantindo liberdade a cadeirantes e pessoas portadoras de deficiência. A segurança também foi priorizada, garantindo um sistema integrado de prevenção a incêndios, com sprinklers, escadas internas pressurizadas e saída de emergência através de um túnel que atravessa o prédio. O espaço foi totalmente climatizado nos seis andares e possui geradores de energia próprios, garantindo segurança e tranqüilidade em todos os eventos.

 

Uma conquista da cultura

O Centro Cultural Erico Veríssimo se constitui de um complexo de espaços, reservados às mais variadas ações e intervenções de arte, rapidamente integrado à vida da comunidade cultural. Composto de auditório, biblioteca, museus, sala de projeção, espaço para exposições, o CCEV vem sendo palco de vários eventos culturais, palestras, debates, seminários de música, poesia, literatura, fotografia e artes plásticas. Ao todo são seis andares, assim distribuídos:

1º andar – Sala O Arquipélago, Espaço Institucional e Café Monjolo (mezanino)

2º andar – Sala Noé de Mello Freitas, Museu de Eletricidade do Rio Grande do Sul, Sala de Pesquisa e Projeção e Sala O Tempo e o Vento e a Energia

3º andar – Memorial Erico Veríssimo

4º andar – Auditório Barbosa Lessa e Sala O Retrato (de exposições)

5º andar – Administração

6º andar – Biblioteca O Continente (UERGS-CCCEV) e salas da administração

 

Museu da Eletricidade do RS

Órgão cultural da CEEE, pioneiro no setor, possui espaço nobre no Centro Cultural. Reformulado, o museu tornou-se mais interativo, oferecendo experimentos que instigam a participação do público.

Serviço: Centro Cultural CEEE Erico Verissimo – Rua dos Andradas, 1223 – Fone: 3226.7974/3226.5342

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