Carreteiro: tradicional como o churrasco

 CHARQUE

Carreteiro: tradicional como o churrasco

     Produto tradicionalíssimo do Rio Grande e facilmente encontrável no Mercado Público, o charque tem muita procura. Principalmente nesta época, quando se avizinha o mês de setembro e as comemorações farroupilha, no Parque da Harmonia.     Celso Marcadela, da Banca 28, informa que a banca tem de tudo para fazer uma boa feijoada, mas a temporada do prato já está passando. “O forte agora é o charque para a Semana Farroupilha. Tem diversos, tanto inteiro, quanto cortado, mas com diferenças de sabor. O mais gostoso e preferido é o nosso, tradicional de Bagé. Ele explica que são quatro tipos de charque: o de costela, o de dianteiro, que é a paleta, o traseiro, que é o coxão e o de vazio, que ele considera o melhor deles, pelo sabor e pelo modo como é feito.

     Para fazer o carreteiro, Celso recomenda que se deixe o charque de molho uma noite, trocando duas ou três vezes a água. Pode-se fazer a dessalga na hora também. Basta cortar o charque bem miúdo, colocar numa panela com água fria, levar ao fogo e quando a água começar a borbulhar, jogá-la fora e repetir o processo. “Assim sai todo o sal. Só não pode deixar a água ferver porque aí o charque vai ser cozido no seu próprio sal, entranhando o gosto salgado”, diz o comerciante. Depois é cozinhar como uma “carne normal”, botando os temperos a gosto. Ele calcula que 1kg dê para oito pessoas, porque a carne encolhe e o charque não, pelo contrário, reidrata novamente. E anuncia que a banca tem tudo para um bom feijão tropeiro, lingüiças cortadas à faça, lingüiça com queijo para fazer na brasa, garantindo também que quem vai ao Mercado “já sai montado para o churrasco”. Só não tem o cavalo, brinca.

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