Bancas 38 e Holandês, as primeiras certificadas

 Programa de alimento seguro 

 

Bancas 38 e Holandês, as primeiras certificadas 

    

     Fruto de uma parceria entre Senai, Sebrae, Mercado Público, Sindpoa, Smic, Associação dos Permissionários e Jornal do Mercado, o Programa de Alimento Seguro vem sendo implantado no Mercado há quase dois anos. O PAS busca, basicamente, garantir mais segurança no manuseio, conservação e exposição de alimentos, assegurando mais qualidade nos produtos oferecidos, além da apresentação das bancas. Contudo, higiene e segurança são os pontos centrais. Um trabalho que consolida seus primeiros passos, com a entrega da Certificação para as duas primeiras bancas: 38 e do Holandês.

 

 

     “Na verdade esse projeto está sendo implementado como um todo, então quase todas as lojas, bancas e restaurantes estão participando. A Banca do Holandês e 38 foram as primeiras a ganharem o certificado, mas em breve já teremos outras”, informa Adriana Leão, da SMIC. Segundo ela, a tendência é que todos os permissionários acabem aderindo ao programa. Para Leonir Martelo, coordenador nacional do PAS, o importante é o alvo final, ou seja, o consumidor. “Para ele, é uma grande vantagem porque vai adquirir um produto com mais qualidade, higiene e menos contaminação”, lembrando também que as bancas vão ganhar muito em aparência. Registra que o empenho das duas primeiras bancas certificadas, foi fantástico. “Vestiram a camisa, assumiram o programa, tanto que foram as primeiras”. Leonir também destaca o empenho dos funcionários, decisivo.

  

Combatendo aspectos negativos

 

     Já Mariana Nodari, técnica do Sebrae, trabalhando no programa, ressalta que um dos méritos do PAS foi justamente combater aspectos negativos da imagem do Mercado. “É isto que o programa quer reverter e, principalmente, que com ele o Mercado não vai perder nenhuma de suas caracteríisticas. Continuará como sempre, apenas com uma maneira mais segura e com muito mais qualidade”. Ela aponta a estrutura física das bancas como a maior dificuldade para a implantação do PAS, mas frisa que os empresários logo fizeram as adequações necessárias. O fato é que as possíveis resistências e dificuldades ficaram para trás e a expectativa é que todos sejam contemplados com a certificação, uma vez que a grande maioria já está em desenvolvimento, como diz Adriana Leão. “São vários os segmentos que estão com o PAS em andamento. Temos três restaurantes que em breve irão ganhar. O PAS do Mercado Público já está sendo finalizado, já estamos na construção dos procedimentos, então muito em breve o teremos concluído e assim já vamos começar a fiscalização”, informa.

  

As certificadas

 

     Adriana Rosa, do Holandês, diz que, na verdade, a banca já vinha trabalhando neste sentido e fez novas adequações. Um trabalho dirigido, principalmente, à clientela. “A maior modificação, acho que foi até em função do uniforme, que agora tem outras cores, uma solicitação do PAS. Outras coisas já vinham sendo feitas, mas agora tem datas fixas, um programa, de limpeza por exemplo.” Sobre o certificado ela acha que a idéia é que todo o Mercado possa ser uma referência em higiene, inclusive para outros mercados. Destaca também o trabalho com os funcionários, importante para obter o resultado. E acrescenta que quanto maior o número de bancas fizerem parte melhor será, não só para o Mercado, mas para Porto Alegre. Mesma opinião tem Sérgio Rosa, do Empório 38: “Muito bom, não só pra nós, mas para o Mercado também”, afirma. Dificuldades? Não. Na verdade não mudou muita coisa, diz. Mesmo assim relatou que foi feito algum esforço e que o importante é que todos entrem para o programa. “Com o tempo todos vão se adequar”, espera. Satisfeito da vida está Lisandro Cabral do Empório 38, que fez o curso: “A gente aprendeu muita coisa nova. Vai ser muito bom para o Mercado, muda a nossa imagem, aumenta a clientela, que já notou as mudanças”, conclui ele.

  

“O PAS valoriza o Mercado Público”

      

     Comemorando e saudando os empreendedores e permissionários, o titular da SMIC, Valter Nagelstein, afirma que a sua secretaria trabalha no sentido de “dar todos os meios” para que cada um dos permissionários possa obter o certificado para atingir o grande objetivo, que é, na sua opinião, oferecer mais qualidade ao consumidor. Para Valter esta é uma etapa, que faz parte de um processo mais amplo: “Quem vem ao Mercado Público sabe que vai encontrar um produto da melhor qualidade, conservado e exposto com todo o cuidado”. O secretário afirma que o seu maior sonho é o estacionamento subterrâneo. Enquanto ele não vem, outras frentes vão avançando, como as recentes divisórias, os deques, a reforma dos banheiros que está em andamento, as novas lixeiras, a questão da acessibilidade, a implantação do Fumo Zero (e a possibilidade de criação de um fumódromo) e o projeto de qualificar o mix de restaurantes do segundo andar. Ele afirma que aumentou consideravelmente a presença da SMIC no Mercado, e que ainda está tentando colocar mais servidores. “Hoje temos uma fiscal veterinária e dois auxiliares administrativos. O importante é aumentar a presença e participação, qualificar para o turistas e os que frequentam o Mercado para que ele seja cada vez mais o espaço mais democrático e popular da cidade”, conclui.

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