Banca da cultura

Banca da Cultura

 

MOINHOS DE VENTO, QUEM DIRIA

 

A jornalista Cláudia Aragón escrevia em 2007, na ponte aérea São Paulo-Rio Grande do Sul, “Os Endereços Curiosos de Porto Alegre”, que se transformou em livro no ano seguinte. Depois, virou blog e programas de rádio. Garimpando endereços com descobertas exóticas e originais, ela lançou em 2012, “Porto Alegre, Quem Diria”, reunindo dezenas de descobertas. Agora chegou a vez de mais um produto, “Moinhos de Vento, Quem Diria”, onde ela compartilha com o público as suas incursões pelo charmoso bairro, revelando desde lojas especializadas em frutas vermelhas, aromatizadores com perfumes de hotel, lojas, brechós, a caminhadas com histórias públicas e privadas pelo bairro. Distribuição gratuita. Contato: Quem Diria – Conteúdo Independente/3085.7990

 

LANÇAMENTOS DA ARTES E OFÍCIOS

 

“Quando eu for criança de novo”, de Eliana Martins, paulista e finalista do Prêmio Jabuti em 2008, traz a história da menina Amaia, de oito anos, a partir da sua descoberta, durante uma visita de seus bisavós, que crianças e velhos são “quase” iguais. Com ilustrações de Martina Schreiner, o livro, com muito bom humor e uma linguagem nada piegas, “é para aqueles que ainda são crianças e também para os que já deixaram de ser e para aqueles que, um dia, serão crianças, de novo”.

 

“Diabos, ogros e princesas”, do escritor e tradutor Ernani Ssó, traz quatro histórias “assustadoras”. Ernani, que recentemente traduziu “Dom Quixote” para a Penguin-Cia. das Letras, recria livremente em quatro historietas o universal mundo do terror e do medo, característicos dos contos povoados de figuras sombrias do universo do imaginário infantil do século XVIII para cá. Com o seu típico bom humor, claro. Ilustrações também de Martina Schreiner.

 

“Metal”, de Ricardo Silvestrin é o seu oitavo livro de poesia. Na apresentação, o poeta paulista Carlos Felipe Moisés diz que “um dos seus temas recorrentes é a solidão, encarada não como um refúgio ou pretexto para se isolar, mas, ao contrário, como caminho que se abre (mais paradoxo) para a soolidariedade e o convívio”. O autor, porto-alegrense, formado em Letras pela UFRGS, já ganhou cinco vezes prêmios Açorianos de Literatura.

 

“Em Defesa de Certa Desordem”, do escritor e psiquiatra Celso Gutfreind, traz uma centena de poemas versando sobre origens, infância, poesia, filosofia, viagens, amor, paternidade e morte. Escreve o professor Luis Augusto Fischer no prefácio: “… tem uma penca de excelentes poemas de amor e de morte, tem reflexão em torno das diferenças entre homem e mulher, entre criança e adulto, entre prosa e poesia, entre potência e ato, vida e morte – talvez eu devesse dizer não “reflexão em torno” dessas dicotomias, mas “poemas breves iluminados pelo atrito entre os polos de cada dicotomia”. Celso é autor de 29 livros de poesia, ensaios e histórias para crianças.

    

“Um livro clássico nunca termina o que nos tem a dizer” (Ítalo Calvino)

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