Baggio e o Mercado Público Em busca do frescor e da diversidade

Baggio e o Mercado Público

Em busca do frescor e da diversidade

 

“A minha relação com o Mercado chega até a ser afetiva. Vinha com meu pai e meu avô. Hoje em dia, é uma relação mais comercial, me abasteço muito aqui e passo fornecedores do Mercado para meus clientes. Encontro tudo nestas bancas, não falta nada mesmo. Em qualquer lugar que eu vá, sempre vou no Mercado. É onde os produtos mais giram, o que garante o frescor. É um belo passeio, muito bonito de olhar lá de cima. Até balinha já coloquei para o Bará, para abrir meus caminhos. Aqui é o maior retrato da população e da cultura gaúcha”.

 

 

Roteiro de compras do Chef

 

Frequentador assíduo, de muitos anos, do Mercado Público, Baggio revelou-se um chef com grande intimidade entre as bancas mercadeiras. Reverenciou o histórico Naval, para o qual deu assessoria na sua nova fase, de modernização, montando o novo menu. “Queria muito fazer, mesmo sem tempo, pela relação que tenho com o Mercado”, disse.

 

Cachaçaria do Mercado – o roteiro começou pelo consagrado espaço dedicado às cachaças brasileiras do Mercado, um dos únicos da cidade. Foi onde encontrou uma “amarelinha”, de barril, com gosto de madeira, para o quentão.

 

Banca 26 – outra paradinha rápida, desta vez para comprar o arroz e canjiquinha, para o prato principal e sobremesa, respectivamente.

 

Bancas 10 e 11 – tradicionais bancas do Mercado, de legumes e frutas, inclusive importadas, onde Baggio comprou, além dos temperos e ervas, o pinhão e bergamota, montenegrina, ou do Caí, que tem mais suco e um pouco de acidez, “o que é bom para o doce, ativando as papilas gustativas”. 

 

Japesca – Uma das mais conhecidas e fortes peixarias do Mercado, a Japesca foi a escolhida para a compra da violinha, “um peixe que parece um camarãozinho, de cor amarela e compridinha”, explica o chef. O cuidado é verificar para ver se não tem espinhos.

 

Açougue Duarte – Na busca da galinha caipira, mais saborosa que os frangos de frigoríficos, Baggio passou por alguns açougues, mas achou as galinhas muito grandes. Normalmente ele compra direto do produtor, “quando elas ainda estão bem pequeninhas, quase uns galetos”. Acabou comprando, em pedaços, no Açougue Duarte.

 

OUTRAS BANCAS

Além das visitadas pelo chef Baggio, você também encontra os ingredientes nas seguintes bancas:

Açougues – Costelão do Mercado, San Remo, Casa de Carnes Santo Angelo, Supermercado de Carnes Rodeio, Açougue Banca A, Casa de Carnes Santo Ângelo, Açougue Ildo Pozzebon e Açougue Big Bife.

Peixarias – Peixaria Propesca, Peixaria Rainha do Mar, Peixaria São Lourenço, Peixaria Collar e Peixaria Coopeixe.

Armazéns – Armazém 28, Banca 17, Banca 47, Armazém do Confeiteiro, Loja da Reforma Agrária, Empório Banca 38, Macrobiótica Sauer, Banca 12, Loja 77/79, Metropolitano, Banca 48 Carel, Banca 43, Banca Central e Banca do Holandês.

 

Fotos: Greice Campos

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