Atrasos nas obras do Trensurb: prejuízos para todos

Obras

 

Atrasos nas obras do Trensurb: prejuízos para todos

 

Obras já são uma rotina no Mercado. Assim também como o atraso delas, que acaba, invariavelmente prejudicando os mercadeiros e até o próprio público com os acessos fechados e transtornos criados. Assim foi, e está sendo, com as obras das estações do Trensurb, junto ao Mercado – atrasadíssimas e prejudicando os donos de bancas e restaurantes do Mercado que ficam junto à avenida Júlia de Castilhos. Até quando?

 

Para Gabriel Mendo da Cunha, presidente da Associação dos Permissionários, a Estação Mercado do Trensurb “representa muito para nós, mercadeiros. Através dela milhares de pessoas chegam até o centro e transitam pelo Mercado, principalmente o público da “grande Porto Alegre, ou seja, Canoas, Sapucaia, São Leopoldo e outras cidades”. Disto não há dúvidas. O problema é o atraso nas obras, que prejudicam todo este movimento e acesso. Arno de Paoli, da Agropecuária 49, um dos mais prejudicados é claro: “O movimento caiu 80% para nós. Não passa mais ninguém aqui na frente, passam todos por fora, fazendo toda a volta”, diz ele, informando também que a situação já dura quase um ano e meio. “Prometeram que iam abrir em setembro”, lamenta ele. E não são só os comerciantes  sentem dificuldades. Davi Lima, assíduo freqüentador do Mercado, diz que a situação é difícil para a segurança do público, referindo ao trânsito da área, que fica muito congestionado com os obras. “Uso o metrô todos os dias e com criança pequena fica mais complicado. O problema é que a gente não tem nenhuma perspectiva. Ninguém dá nenhuma explicação.

 

O que diz o Trensurb

O engenheiro Zerno Zimpel, gerente de obras e projetos do Trensurb, informa que são quatro obras que tiveram problemas de falta de recursos, agora suplementados: o remanejamento das escadas rolantes da frente do Mercado para o novo túnel, a instalação de três elevadores para deficientes físicos, aumento de carga (reforço na subestação da CEEE) e fechamento das “gaivotas” (acessos para entrada e saída do Metrô junto ao Mercado) para preservar a segurança quando a estação estiver fechada – todas obras realizadas por empresas diferentes. O engenheiro afirma que a prioridade é para as escadas rolantes, e que o prazo máximo para as obras é de 120 dias. “Estamos lutando para que estejam funcionando antes de dezembro, que é um mês complicado, com muito movimento, mas acho difícil. O pessoal ainda vai ter um período de sacrifício, mas acho que vale a pena.” Para o presidente da ASCOMPC, Gabriel Mendo, a Trensurb assegurou que haveria maior comprometimento para tentar concluir o quanto antes, apesar das questões burocráticas. Mas, de qualquer forma, Gabriel disse que recebeu como previsão de entrega final da obra o mês de dezembro. Será?

COMENTÁRIOS