Amyr Klink : “Venho para Porto Alegre desde a minha infância e gosto muito do Mercado”

Amyr Klink:  “Venho para Porto Alegre desde a minha infância e gosto muito do Mercado”

Em uma manhã ensolarada, o Mercado Público recebeu a visita do consagrado navegador e escritor Amyr Klink. O paratiense aproveitou a vinda para Porto Alegre para visitar o Mercadão.

 

Foto: Gabriela da Silva

 

O início

“Quando eu era pequeno, minha mãe gostava muito de andar em mercados. A minha iniciação náutica começou no Mercado do Pescador de Paraty/RJ. Eu tinha muito medo do mar, não entendia nada, e hoje é um prazer muito grande. Eu viajo bastante e sempre que vou em uma cidade, ‘pimba’: vou direto ao Mercado.”

 

A primeira visita ao Mercado Público de Porto Alegre

“Eu era muito pequeno. Vim com o meu pai de carro, praticamente não lembro, mas fiquei muito impressionado porque tinha as bancas de erva-mate e eu não conhecia erva-mate. Anos depois, eu tive um pequeno ônibus que usei para viajar por toda a América Latina. Usava como escritório quando trabalhava em Paraty, fiquei uns cinco ou seis anos com ele. Nos anos 1970, eu queria vender este ônibus e não conseguia, até que vim aqui para Porto Alegre. Vinha todos os dias aqui no Mercado Público e encontrei um cara de Canoas/RS que finalmente acabou comprando o motorhome. Ele deu um cheque, que na época demorava oito dias para compensar, e aí falei: ‘vou esperar a compensação do cheque e vou catar o dinheiro’. Então aluguei um carrinho Fiat aqui perto, peguei um monte de coisas aqui do Mercado, entupi o Fiat 147 de comida e fui para as praias.”

 

O prazer pelos Mercados

“Venho para Porto Alegre desde a minha infância e gosto muito do Mercado. Acompanhei todas as reformas e quando era pequeno sempre vinha na Banca 40 comer a Bomba Royal. Sempre que venho para cá, eu acho um jeito de dar uma escapadinha e passo aqui no Mercado. Gosto muito do Mercado de Santiago, no Chile, que tem uma variedade de frutos do mar única no mundo – e eu gosto muito de frutos do mar, tanto que fui namorar as bancas de peixes aqui do Mercado. Vou no Mercado de Belo Horizonte/MG, que é bastante agitado e típico. Eu acho assim: é uma obrigação, quando a gente vai em uma cidade, visitar o Mercado”.

 

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