Ameaça de demolição

MEMORIAL DO MERCADO

 

Ameaça de demolição

 

Equipe Memorial do Mercado

 

Em dezembro de 2009, comemoraremos uma importante data para o Mercado Público Central de Porto Alegre: o ano de seu tombamento. Ameaçado diversas vezes ao longo de sua história, a mobilização popular fez com que esse significativo símbolo de nossa Cidade permanecesse pulsante até hoje, com suas bancas, seus aromas e seu já tradicional público.

A idéia de demolição começou por volta da década de 1940, quando a Cidade estava se modernizando, e o edifício do Mercado, assim como tantos outros prédios antigos do centro da capital, era visto como empecilho para o desenvolvimento de Porto Alegre. Contudo, somente nas décadas de 1960 e 1970 que a ameaça assumiu um caráter mais contundente, com a previsão de construção de uma avenida e um estacionamento pelo Prefeito da época. Porém, o editor dos dois mais representativos jornais do Estado, Folha da Tarde e Correio do Povo, Walter Galvani empreendeu uma campanha contra a demolição, comovendo desde as camadas populares até mesmo políticos de oposição e intelectuais. Conforme escreveu Leandro Telles no jornal Correio do Povo, “A nossa mentalidade progressista e pragmática tem sido um grande obstáculo à conservação dos monumentos culturais dos nossos avós. […] Um plano diretor mal executado no sentido de preservação, aliás sem cogitá-la, permitiu a destruição de extensas áreas que mereciam ser preservadas”. Percebendo a importância desse bem para a Cidade, o então Prefeito declara o Mercado Público Central um Patrimônio Histórico e Cultural, em 21 de dezembro de 1979.

Desde então, temos a incumbência de preservar esse bem, resguardá-lo e mantê-lo vivo para que continue sendo um registro de nossa história, de nossa tradição e um símbolo da força de um povo que lutou para mantê-lo até o momento presente como uma referência para todos os porto-alegrenses.  

O Memorial do Mercado ocupa a sala 38 no segundo andar e funciona de segunda a sexta, das 9 às 17 horas.

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