Ainda à espera de recursos

O Mercado ainda aguarda uma confirmação sobre a fonte de recursos para os itens do PPCI, do qual dependem a reabertura do segundo piso. As negociações com a Multiplan estão sendo agora retomadas. Já a documentação da terceira etapa será em breve enviada ao IPHAN.

Um termo assinado com o Ministério Público definiu que a instalação do reservatório interno de água, das duas escadas metálicas e a revisão das duas escadas existentes seriam suficientes para reabrir o segundo piso do Mercado. Mas os recursos para compra e instalação destes itens do PPCI, além dos de acessibilidade (elevadores, escadas rolantes), continuam em aberto. Segundo Felipe Pimentel, coordenador da Memória Cultural da Secretaria Municipal de Cultura (SMC), esta questão está em duas vias de negociação: via medida compensatória da empresa Multiplan ou via Governo Federal, junto com a documentação da terceira etapa da restauração. As tratativas com a Multiplan estão sendo retomadas. Segundo Felipe, há alguns impasses referentes aos investimentos necessários. “Na negociação com a Multiplan, teriam sido incluídos elevadores novos e a pintura da cobertura e isso precisa ser renegociado, pois há um debate sobre o que foi acordado anteriormente e os valores referentes”, informa.

 

TERCEIRA ETAPA

Já a documentação para os projetos de qualificação do Mercado, a terceira etapa, está prestes a ser enviada Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) para aprovação. Estes projetos terão recursos do PAC Cidades Históricas, do Governo Federal, o saldo de R$ 10 milhões das primeiras etapas da restauração. “Porém, o órgão prioriza ‘obras completas’, o que viabilizaria novas redes hidráulicas, de esgoto, elétricas, pintura e restauração geral das alvenarias, substituição das vedações da cobertura, telhado antigo a ser restaurado, etc. – e para tal são necessários mais recursos, o que a SMC, via PAC e Coordenação da Memória, está fazendo”, diz Pimentel.

 

A QUESTÃO DA PRIVATIZAÇÃO

Em fevereiro, o prefeito Nelson Marchezan Jr. declarou em entrevista a um jornal sua intenção de trazer a iniciativa privada para gerir o Mercado Público. Após, o prefeito preferiu não se manifestar e delegou às questões do Mercado à Coordenação da Memória Cultural da SMC. “O prefeito somente lançou um debate à comunidade, que, por óbvio, deve ser debatido com todos envolvidos, permissionários, etc.”, diz Pimentel. “Não é uma ideia já definida ou articulada plenamente. Mas aponta na direção de pensar a gestão do mercado numa parceria com uma administração privada.” A Associação de Comércio do Mercado Público Central (Ascompec), que reúne os mercadeiros, prefere não se manifestar até uma conversa com a prefeitura sobre a questão. Segundo Ivan Konig Vieira, presidente da Associação, haverá uma reunião com o prefeito para tratar do assunto ainda este mês.

 

MUDANÇA NA SECRETARIA

A Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio (SMIC) tornou-se um departamento da nova Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE). Como departamento, continuará respondendo pela administração do prédio, mas atualmente passa por um processo de transição. Na primeira quinzena de março deverão ser indicados os novos nomes da Coordenação de Próprio Municipais, responsável pelo prédio.

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