Aguardando novidades

Foto: Letícia Garcia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Os tapumes foram retirados, e desde dezembro é oficial: as obras de restauração do segundo piso do Mercado estão concluídas. No entanto, continuam pendentes itens de segurança, que aguardam a chegada da verba.

 

As obras de telhamento do Mercado, que incluem telhado, brises e calhas, foram concluídas em dezembro de 2016. Com isso, a estrutura atingida pelo incêndio está restaurada: além do telhado, salas, pisos, esquadrias, banheiros e toda a parte de alvenaria. Para a liberação do segundo piso, conforme termo de ajuste assinado com o Ministério Público do Estado, é necessário atender as exigências básicas do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PPCI) dos bombeiros – ou seja, a colocação do reservatório de água, de duas escadas metálicas e a restauração de duas escadas existentes já tornariam possível a reabertura dos altos do prédio. Essas instalações, mais dois elevadores para acessibilidade e uma reforma da sala administrativa da SMIC foram orçados em R$ 2,031 milhões. O valor, a princípio, seria custeado pela Multiplan através de uma medida compensatória que a empresa deve à prefeitura em razão de uma obra na zona sul. Mas, como registrado em nossa edição de dezembro, as negociações foram suspensas no final do ano passado. Então não há avanços nas tratativas com a empresa, nem prazo para que a verba seja encaminhada.

A assessoria da Multiplan foi contatada pela redação e informou que a empresa prefere não conceder entrevista até a formalização do contrato. O novo prefeito da capital, Nelson Marchezan Jr., também preferiu não se manifestar. Não há informações sobre uma possível nova fonte de recursos para estes itens fundamentais. Mercadeiros e frequentadores continuam no aguardo.

Foto: Gabriela Silva

 

Investimento

Até o momento, as obras de restauração do Mercado Público consumiram cerca de R$ 15 milhões, sendo R$ 9,5 milhões do PAC Cidades Históricas, verba do governo federal, e R$ 5,84 milhões do seguro do prédio. Do recurso federal inicialmente acordado, ainda restam R$ 10 milhões a serem investidos em melhorias no prédio. Para liberar este recurso, a Secretaria da Cultura, através do PAC Cidades Históricas Porto Alegre, está reunindo a documentação necessária a ser enviado ao IPHAN, em Brasília. A documentação reúne orçamentos de todos os itens para a qualificação do prédio, o que inclui projetos como o hidrossanitário, o elétrico, de refrigeração, de telefonia, de lógica e da renovação do telhamemento não sinistrado. Caso a medida compensatória da Multiplan não seja revertida para a restauração do Mercado, os itens do PPCI e acessibilidade também serão incluídos nesta documentação.

Foto: Letícia Garcia

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