Agosto: mês do chocolate

Essa semana a equipe de reportagem do Jornal do Mercado foi a campo para pesquisar sobre o mês do chocolate. Como o esperado, a maioria das pessoas não sabiam que este mês é dedicado ao doce mais popular do mundo.

Um doce presente
Ele tem vários significados, além de ser um alimento nutritivo e gostoso. Pode ser dado como uma manifestação de carinho, admiração, deferência ou até como uma declaração de amor. Ou seja, é uma forma de reforçar laços de amizade, solidariedade ou amor. Uma caixa de bombons é sempre um presente bem vindo por todos, principalmente nos dias mais sentimentais, como dos namorados, das mães e dos pais. Não é à toa que na Páscoa ele reina absoluto, quando é transformado em coelhos e ovos, símbolos da ressurreição de Cristo. Hoje um alimento altamente popular, a história do chocolate não é das mais antigas. Antes dos espanhóis chegarem nas Américas, os astecas já conheciam o cacau, que é a principal matéria prima do chocolate. Eles faziam um líquido escuro que chamavam de xocoatl. Em 1502, a ilha de Guanaja, habitada pelos astecas, povo místico e religioso, recebeu a esquadra de Colombo. O navegador foi um dos primeiros europeus a
provar o sabor do chocolate. No Brasil a história do chocolate é relativamente recente. Várias fábricas se instalaram no país. Em Porto Alegre, por exemplo, os irmãos alemães Franz e Max Neugebauer, juntamente com o sócio Fritz Gerhardt fundaram a empresa Neugebauer Irmãos & Gerhardt, em 1891.

Preferência Nacional
Para Adriana Kauer, o chocolate de preferência nacional, com toda a certeza, é o chocolate ao leite. “Na Europa consome-se muito mais o chocolate amargo e meio-amargo. Mas, pra nós, isso é uma coisa nova. Então, disparadamente, é o ao leite. O paladar brasileiro é doce.” E acrescenta uma novidade: “Existe uma coisa aqui no Brasil, que pouco se vê no exterior, que é o chocolate “blend”. Que é o chocolate 80% ao leite e 20% meioamargo. Ele já vem misturado os dois. E é uma coisa bem nossa, porque aí tu contemplou aquele que não quer tão doce, mas que quer doce igual.” Como boa entendedora e ainda falando dos diferentes tipos de chocolate, Adriana ressalta que “chocolate é como vinho, tem que aprender a degustar”. E salienta: “Para tu começar a criar esse paladar, tem que começar a comer meio-amargo”.

Em se tratando de comércio, a maior parte das vendas de chocolate do Mercado Público é para transformadores, ou seja, aqueles que compram o chocolate, desmancham para transformá- lo em um produto final e, na maior parte das vezes, sobrevive desta comercialização. Assim como faz Cíntia Gouvêa, cliente do Mercado desde que decidiu fazer trufas para vender. Sua renda provém da venda deste produto. E quanto à produção de cacau? Diferentemente do que pensávamos, o Brasil ainda não é auto-suficiente em produção de cacau, é necessário importar. Isso acontece porque há alguns anos o país teve problemas com uma erva chamada “vassoura de bruxa” que dizimou as plantações de cacau de Ilhéus, a região da Bahia onde é o maior produtor de cacau do Brasil. Porém, hoje, a maior produção está no oeste da África, onde apenas quatro países produzem aproximadamente 65% do total produzido no mundo. O Brasil chegou a ser o maior com 40% da produção mundial, mas hoje, os números são bem menores somando apenas 4 %.

O valor nutritivo do chocolate
O chocolate é um alimento muito nutritivo. Contém proteínas, gorduras, cálcio, magnésio, ferro, zinco, caroteno, vitaminas E, B1, B2, B3, B6, B12 e C. Estudos recentes sugerem a possibilidade de o consumo moderado de chocolate preto e amargo trazer benefícios para a saúde, devido à presença de ácido gálico e epicatecina, flavonóides com função cardioprotectora. O cacau tem propriedades antioxidante e o chocolate é um estimulante devido à teobromina, embora de fraca capacidade. O chocolate também possui cafeína e sua ingestão faz com que o corpo libere neurotransmissores como a endorfina.

Tipos de chocolate

Chocolate Amargo – é feito com os grãos de cacau torrados sem adição de leite. Às vezes usado como base para sobremesas, bolos e bolachas. Deve-se usar um mínimo de 35% de cacau, segundo as normas européias.
Chocolate ao Leite – (ou chocolate de leite) leva na sua confecção leite ou leite em pó. As normas européias estabelecem um mínimo de 25% de cacau.
Chocolate Branco – é feito com manteiga de cacau, leite, açúcar e lecitina, podendo ser acrescentados aromas como o de baunilha, por exemplo. Foi inventado na , após a I Guerra Mundial.

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