A paixão em comum pelas cervejas artesanais

APRECIADORES

A paixão em comum pelas cervejas artesanais

 Eles ainda são poucos, mas crescem todos os dias. E as opiniões sobre as cervejas artesanais já são comuns entre eles: são mais saborosas, encorpadas, feitas para saboreadas e serem apreciadas entre os amigos. Também concordam que bebem pelo prazer da degustação e não para se embriagar e que o importante é beber menos e com mais qualidade.

Frank Jorge, Paulo Marcari e Julio Reny, músicos, compositores gaúchos também são frequentadores do Mercado e do Nova Vida. E bem afinados com a nova tendência.

Frank: Tem mais gosto, é mais saborosa. Tive um primeiro contato com a cerveja Coruja e com tempo fui descobrindo. Ela resgata o prazer e o sabor de uma cerveja. Eu gosto muito de Weiss, seja da Eizenbanh, da Opa, ou da Coruja, que acho que um dos orgulhos do nosso estado. Hoje a gente tem opção de alguns lugares específicos, como o Nova Vida que se preocupa em ter uma carta de cervejas diversificadas. Vão entrando aos poucos na cabeça e na goela da galera. Não sou um pesquisador aprofundado, mas não penso duas vezes, se eu quero beber um chope ou um cerveja, busco uma artesanal.

Macari: O  gosto não tem que discutir, é diferenciado, no primeiro gole já sente. Não tem como não curtir este tipo de cerveja, gosto redondo, é um pecado. É uma cerveja que vale a pena tomar, tem um corpo, uma cor diferente. Tudo o que se quer de uma cerveja é uma artesanal.

Reny: A primeira vez que provei foi a Coruja, que me patrocinou uma época. Me acostumei com ela. Andei agora saboreando da Rasen Bier, de Gramado. Para mim foi a descoberta de um novo sabor. A artesnal tem corpo, sabor, não tem preço para o paladar. Tudo de bom.


 


André Conte, gerente de cobrança, 32 anos. Primeiro descobriu as cervejas artesanais, em grande quantidade, nos supermercados. Depois aderiu ao Nova Vida, onde vai geralmente aos sábados.

Comecei a comprar no Zaffari, que tem bastante alternativas de cervejas, com diferenciais. Aqui no Nova Vida já tomei umas seis marcas de cervejas diferentes. Gostei mais da Saint Galen. É diferenciada, de trigo, outro nível de bebida, não dá para comparar com o chope ou uma cerveja comum. É para degustar. Qualquer um que tenha mais paladar vai sentir isto. É um ritual, tomar algo diferente, novo. Acabo tomando menos, com mais qualidade.

 

João e Sílvia Altué, de Maringá, Paraná. Ele funcionário público, ela engenheira civil. Encontramos o casal fazendo uma visita à fábrica Rasen Bier, em Gramado, a qual João comenta:

“Na verdade eu não conhecia uma fábrica de cerveja, tive a oportunidade e quis conhecer. Achei bem interessante, o espaço não tão grande como a gente imagina, mas por ser artesanal achei bem legal. Eu gostei muito da cerveja, a Pilsen. Se tivesse lá na minha cidade ia vender bem, por não ser muito forte. O pessoal ia gostar. Não costumo tomar, não, tomo as de linha. Agora que estou começando a tomar gosto pelas artesanais. Acho que tem muito a crescer.”

 

Telmo Renato Zimmer Jr, agente financeiro. Ele é outro frequentador do Mercado aos sábados e das artesanais.

“Acho que o conceito de beber artesanal é beber menos e com mais qualidade. Ela é diferenciada, elaborada e para apreciadores. Tudo isto pela maneira como é feita, com procedência, intensidade, corpo, lúpulo. E por proporcionar sabores diferentes. É bom sair daquela mesmice do que aquilo que a gente chama de cerveja de mesa. Não é simplesmente uma bebida, tem uma história atrás dela.

 

 

Felipe Kleemann, Erwin Peres, Cleber Boyle, Fabio Bamberg e Rafael Lima, escriturários do Banrisul. Frequentadores do Nova Vida, os colegas de trabalho costumam se reunir no Mercado para apreciar as artesanais. Apontam Cleber como o conhecedor do assunto.

Ele diz que já tinha experimentado e acha diferente o gosto, pela forma como é feita. “Mas pelo custo não é uma cerveja para se tomar a todo momento, só nos especiais”. Já Erwin diz que pegou a Eisenbahn no tempo que era artesanal mesmo e era vendida só em Blumenau. Todos destacam a diferença e o aspecto da degustação. Acham também que as melhores são de trigo e que para tomar em quantidade tem que ser as mais leves.

(BEBA COM MODERAÇÃO)

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