A diversidade será abraçada

Por oferecer produtos e opções para todo o tipo de pessoa, o Mercado Público acaba sendo um dos lugares mais democráticos da capital. Basta alguns minutos pelos seus corredores para perceber a gigantesca diversidade que passa por ali.

 

Leonardo Rodrigues e Ohana Moreira

Como já é de costume, o casal foi prestigiar a Feira de Vinil e Artes deste mês. Leandro e Ohana gostam de ir ao Mercado Público quase que diariamente. Os dois trabalham no centro e, além de gostarem das feiras, não perdem a chance de fazer uma c ompra ou tomar um lanche.

O jovem garçom de 21 anos diz que, por morar sozinho, o que mais preza é a praticidade, e é isso que o Mercado lhe oferece. Gosta de ir na Padaria Pão de Açucar e vez ou outra leva algum ingrediente para cozinhar, “o preço daqui é muito melhor”, afirma.

Já Ohana, de 19 anos, adora a Banca 40 e comprar cervejas no Empório 38. “Eu gosto muito de vir passear aqui, é tipo um shopping, só que com um clima mais acolhedor. Sempre venho na Feira do Vinil e levo alguma coisa, e os souvenirs sempre me chamam a atenção.” Como sugestão de melhoria, Ohana atenta para a má ventilação dos espaços em comum, “em dias muito quentes como hoje é bastante abafado, aqui onde ficam as exposições das feiras, por exemplo”, finaliza.

 

Sandro da Luz

O calor intenso do mês de janeiro é bastante oportuno para tomar aquele chope geladinho. É o que pensa Sandro, empresário de 39 anos que, sempre que pode, dá uma pausa no trabalho e vem apreciar as cervejas do Restaurante e Choperia Essencial.

Além da bebida, Sandro é fã dos produtos coloniais do Mercado, como doces e geléias. Frequentador assíduo dos restaurantes, vem pelo menos 4 vezes na semana fazer suas refeições no lugar.

Por esse e outros motivos, torce para que as obras de restauração se concluam o mais breve possível e o Mercado volte a sua velha forma. “Acho muito interessante essa coisa antiga que o prédio e as bancas nos passam, tem muita história esse lugar e eu adoro isso”, finaliza.

 

Patricio Carvajal

Patricio aguarda o amigo, que foi fazer as compras, enquanto cuida das bicicletas. O chileno de 27 anos está em Porto Alegre há apenas três meses, e o Mercado Público já faz parte da breve rotina que o mochileiro criou na capital.

Chegando na cidade, ele começou a vender livros para se manter. Mas a ideia não deu muito certo, pois os livros eram em espanhol. Sendo assim, agora ele vende comida e ganha algum dinheiro com isso.

Como tem uma alimentação natural, o Mercado Público é um prato cheio para Patricio. Ele já virou cliente das macrobióticas e das bancas de verduras. Além disso, produtos como grãos e cereais não saem da lista do chileno.

“Eu não conheço muito a cidade, então não posso fazer comparações, mas as pessoas daqui me recomendaram o Mercado pelo fácil acesso, preço baixo, variedades de produtos. Além disso, é sempre bom podermos comprar dos pequenos produtores e não nos grandes supermercados que controlam os preços e mercados”, finaliza.

 

Fotos: Vanessa Souza

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