8ª Semana do Peixe, alimento saudável com preços mais acessíveis

EVENTO 

8ª Semana do Peixe, alimento saudável com preços mais acessíveis

 

      Promovida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, com apoio do Ministério da Saúde e tendo como foco a alimentação saudável, a 8ª Semana do Peixe, que busca aumentar o consumo dos pescados, foi lançada no Mercado Público, com a presença de autoridades e lideranças do setor. Ela vai até 24 de setembro, devendo incrementar as vendas nas peixarias do Mercado em até 30% e, o melhor, com uma redução nos preços de até 10%. É economia é saúde juntas. 

 

 

     “É um evento que já faz parte do calendário da cadeia produtiva do pescado. Em junho já estão perguntando pela Semana”, diz Paulo Götert, presidente da Associação dos Permissionários. Para ele o Mercado é o lugar ideal para sediar o evento: “A história do Mercado se mistura com a da pesca do Rio Grande, aqui era um entreposto onde os barcos dos pescadores aportavam para trazer o peixe”. Citou a Feira do Peixe, que acontece há quase 240 anos nas imediações do Mercado, lembrando que o evento reúne hoje em torno de um milhão de consumidores e 300 toneladas de peixe. Também informou que as peixarias do Mercado envolvem direta e indiretamente 250 pessoas, do entregador, carregador, balconista ao fileteador. 

 

 A festa do pescado

     “Uma grande festa para os comerciantes e pescadores. E o governo do estado está fazendo tudo para auxiliar a produção pesqueira, a pesca artesanal e industrial, inclusive desenvolvendo um programa que em breve será lançado”, adiantou Ronaldo Franco de Oliveira, secretário adjunto da Secretaria de Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo. Apoio que a prefeitura também está empenhada em dar, afirmou o titular da SMIC, Secretário Valter Nagelstein. Exemplificou como as áreas rurais de Porto Alegre que estão sendo incentivadas a produzir peixes em seus açudes, destinados, também, à merenda escolar da rede municipal. Nagelstein lembrou ainda as ações municipais para os pescadores, especialmente nas colônias das ilhas do Guaíba. 

 

 Consumo ainda baixo 

     Já o Ministro da Pesca, Luiz Sergio Nóbrega de Oliveira, justificou a escolha do tema (alimento saudável) desta Semana: “Consumimos (peixe) abaixo do que a Organização Mundial da Saúde recomenda, consumo que é menor ainda entre as crianças e os jovens. O Brasil produz 1 milhão e 200 mil toneladas de pescado por ano. Nosso desafio é de aumentar a produção, – precisamos virar este jogo”. Lembra que se avançou muito no processo de industrialização e no preparo do peixe. Assim, já não faz mais sentido a objeção de não dar peixe para as crianças por causa da espinha. Lembra que hoje as propriedades rurais normalmente tem água e é preciso consolidar a cultura da criação de peixes nelas. Outro avanço foi a criação da Embrapa da Pesca, um pioneirismo que pode tornar o Brasil, com seus rios e lagos, num grande exportador de peixe, a exemplo da carne e do frango.  

 

Peixarias do Mercado: investindo em qualidade 

     Para Carlos Roberto F. da Silva, da peixaria Rainha do Mar, o importante não é apenas aumentar as vendas, mas também a qualidade do produto e do atendimento. Para isto investe na sua banca. “A gente tem que evoluir, para não parar no tempo”, diz. Ele gostaria de ver a área das peixarias do Mercado numa espécie de “shopping do peixe”, com uma iluminação melhor, balcões de congelados, entre outras coisas.  Sua banca já conta com os serviços de um veterinário para inspecionar os seus produtos. O retorno é visível com a chegada de um público de classe média alta que vem em busca de camarão e linguado, por exemplo. Agora ele se sente mais seguro com o controle de qualidade dos pescados e até mesmo para indicar e orientar os seus próprios clientes sobre como comprar. Reconhecendo que o gaúcho ainda não tem tanto hábito de consumo de peixe como os catarinenses e paulistas. Carlos Roberto informa que a grande procura é por filés (cortados e vendidos no dia) de pescada, abrotéa e cação ou postas de corvina. Entre os peixes inteiros, anchova e tainha lideram. Para concluir, diz que com as melhorias todos ganham: a banca, os clientes e o próprio Mercado.

 

Depoimento

     Ministro Luis Sergio Nóbrega de Oliveira: “O Mercado é muito democrático.Fiquei muito bem impressionado com o Mercado. Pela administração, pelo espaço muito bom, a presença do público, a variedade de produtos. Há espaço para todos, de empresários a um “box” de trabalhadores do MST vendendo seus produtos. Mercado é sempre um espaço democrático e este aqui é democrático até na comercialização dos produtos. Um mercado reflete sempre a alma de uma cidade, onde está muito da cultura que se expressa nos seus pratos típicos. Quem conhece o Mercado Público de Porto Alegre conhece um pouco da história e da cultura do povo gaúcho. Fiquei muito feliz de lançar esta campanha aqui. É um momento em que todos ganham: os pescadores, as colônias e os consumidores porque o Mercado também aproveita para fazer ofertas e isto é muito bom para todos.

 

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