85 anos de Glênio Peres

O imenso espaço entre o Mercado Público e a Praça XV leva o nome de uma das figuras mais reconhecidas da história política e cultural de Porto Alegre. Se vivo, Glênio Peres estaria completando 85 anos neste mês de março. Uma história pautada por lutas em favor das manifestações culturais, que hoje se preserva no Largo dos porto-alegrenses.

 

Acervo do Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo

 

Jornalista, agitador cultural, produtor de teatro e político de esquerda, Glênio Peres foi eleito vereador de Porto Alegre em 1976 e vice-prefeito na gestão de Alceu Collares em 1985. Nasceu no município de Lavras do Sul, em 7 de março de 1933. Chegando a Porto Alegre, tornou-se frequentador assíduo e amante do Mercado Público. Veio a falecer na capital gaúcha em fevereiro de 1988, vítima de um câncer. Em sua homenagem, o Largo que compõe a paisagem do Mercado é batizado com o seu nome.

O Largo Glênio Perez é um espaço aberto com mais de 6.309 m² que, com o decorrer dos anos, passou por muitas mudanças na sua paisagem, perdendo e adquirindo peculiaridades. Inicialmente, servia de passagem para mercadorias. Após, surgiram os bondes para conduzir as pessoas pela cidade. Mais tarde, a paisagem começou a ser composta pelos modernos automóveis. A partir desse crescimento desenfreado, o Largo se transformou em balbúrdias cotidianas em meio as buzinas, filas e reclamações.

Em 1992, a prefeitura decidiu retirar os abrigos de ônibus e transformar o local em um espaço de convívio social e manifestações culturais. O Largo preserva a memória de Glênio Peres e fomenta as atividades de cunha artístico-cultural, sendo palco de serviços oferecidos à sociedade ligados à saúde, cidadania e meio ambiente. Tal como menciona o autor Rafael Guimaraens, em seu livro “Mercado Público, palácio do povo” (Libretos, 2012): “É o típico caso em que o nome do homenageado define o conteúdo ao logradouro”.

 

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