148 anos do Mercadão

Eu no Mercado

Fotos: Fabiane Pereira

 

O aniversariante do mês não passou despercebido por seus admiradores. Os 148 anos do Mercado Público são dignos de parabéns regados a votos de amor, esperança e felicidades a este lugar tão especial.

 

Teresa Mazzo

Para Dona Teresa, ir ao Mercado é sempre uma terapia. Frequentadora antiga, pelos corredores do prédio passeia, também, a sua infância. Hoje, aos – recém completados – 70 anos, compartilha esse sentimento com sua família. “Minha família, assim como eu, costuma vir ao Mercado. Quando não podem, pedem para mim, pois sabem que eu gosto e estou sempre disposta.”

Emocionada, falou sobre quanto o último incêndio a deixou triste. “Quando aconteceu essa tragédia do incêndio, eu pensei: será que vai continuar essa maravilha de mercado? Será que não vai? Estou na expectativa da abertura do segundo piso. Eu e minha irmã costumamos vir aqui fazer lanches, tomar um sorvete, comer uma salada de fruta”, conta.

A esperança de dias melhores para o Mercadão também invade o coração de Teresa. Acredita que o futuro reserva coisas boas e hoje é, também, um momento de celebração. “Eu desejo parabéns ao Mercado, aos porto-alegrenses. Espero que todos continuem frequentando esse lugar e deem valor ao que nós temos aqui em Porto Alegre.”

 

 

Jorge Aguiar

O Mercado Público é um lugar tão tradicional que se torna fácil encontrar pessoas que tenham uma relação muito próxima com o lugar. No caso de Jorge Aguiar, não é diferente. Visitante antigo, hoje o fotógrafo fez do Mercado uma paisagem para seu trabalho. “Eu ando por aqui desde que me conheço por gente. Hoje, o Mercado Público também é uma extensão do meu trabalho como documentarista. Não há quem não tenha paixão por esse lugar.”

Jorge lamenta que a parte superior do prédio ainda esteja interditada e lembra com tristeza do último incêndio. “Em 2013, quando ocorreu o incêndio, eu tive que vir aqui fotografar e foi muito triste para mim. O Mercado Público é a sala da casa do gaúcho, essa situação precisa ser resolvida”, diz.

Contudo, acredita que há muito o que comemorar nestes 148 anos de história. “Essas paredes, esse piso, esse prédio carregam a história do povo gaúcho. O Mercado é uma fartura, do comercial ao cultural, então as pessoas têm que vir. Porto Alegre e seus habitantes só tem a ganhar”, finaliza.

 

 

 

 

Raquel Silva

Enquanto algumas pessoas cresceram com o Mercado Público, outras eventualmente circulam pelos corredores. Essa interação diferente proporciona outros pontos de vista acerca do Mercado. A estudante Raquel (23) é habitante da zona rural de Porto Alegre e vai ao Mercadão por conta da faculdade. “Hoje eu estou procurando plantas medicinais, em razão de um trabalho da faculdade. Aqui eu sei que sempre encontro o que preciso”, conta.

As eventuais visitas trazem consigo uma empatia com o lugar: “Eu acho o Mercado bem bacana. Essa convivência entre as pessoas que existe aqui, sabe? É muita gente diferente e está sempre cheio”, diz.

Raquel espera que as atividades ainda se prologuem por muito tempo, pois acredita na importância que o Mercado Público tem para a cidade e o nosso estado. “A cultura de Porto Alegre está nesse Mercado. Há muitas coisas importantes que as pessoas de fora não conhecem e conseguem o contato por aqui. É uma forma de mostrar o Rio Grande do Sul para os outros estados.”

 

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